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segunda-feira, 19 de abril de 2010

CHICLETE COM INSULINA PODE ACABAR COM INJEÇÕES DOS DIABÉTICOS

Fonte: Hype Science
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma goma de mascar que permite que a insulina seja tomada oralmente e depois absorvida pela corrente sanguínea. A insulina, substância ligada à quebra de moléculas de açúcar que tem pouca ou nenhuma produção em pessoas com diabetes, não pode ser ingerida porque não sobrevive à viagem pelo sistema digestivo humano.

A sensível substância é destruída pelo ácido presente no estômago e pelas enzimas do intestino. Agora, Tejal Desai e sua equipe estão desenvolvendo instrumentos para proteger a insulina, colocando uma cápsula para proteger o medicamento até que ele chegue à corrente sanguínea.
As cápsulas são tão pequenas que podem sem engolidas sem que o paciente perceba, e são cobertas com uma superfície que se gruda nas paredes do sistema digestivo e liberam a insulina lentamente. Atualmente, a novidade está em fase de aperfeiçoamento, para melhorar a sua adesão e a quantidade de insulina liberada.

A médica está atualmente testando as cápsulas para verificar a sua segurança para o uso em humanos. De acordo com Desai, a técnica poderá ser utilizada para a entrega de outras substâncias, como medicamentos antiinflamatórios e hormônios.
Sintomas da Diabetes:
Muitas pessoas desconhecem os sintomas que caracterizam a diabetes e por isso demoram para perceber que há algo errado com seu corpo, que precisa ser tratado antes que as coisas piorem.
Os sintomas da diabetes mais comuns são a sede intensa, urinação frequente, fome frequente, cansaço, perda de peso repentina, demora para curar ferimentos, pele seca, formigamento nos pés e visão borrada. Entretanto, algumas pessoas não chegam a apresentar estes sintomas.
A diabetes é caracterizada pelos altos níveis de açúcar no sangue devido à incapacidade do corpo de produzir a insulina, hormônio responsável pelo processamento do açúcar no corpo humano. Os problemas de saúde causados pela diabetes podem ser graves, mas atualmente os diabéticos têm à disposição várias maneiras de controlar a doença.
Quando entra no corpo humano, a insulina se torna glicose, e sem a insulina, esta substância não pode entrar nas células. O acúmulo de glicose no sangue pode levar a complicações como doenças cardíacas, problemas nos rins e pode levar à necessidade de amputação de membros.
Atualmente, mais de 8 milhões de pessoas com menos de 60 anos sofrem com a diabetes. Algumas dessas pessoas têm diabetes do tipo 1, que geralmente ocorre em pessoas com menos de 30 anos. Este tipo da doença é caracterizada pela falta de produção do hormônio.
Quase 90% das pessoas com diabetes nos Estados Unidos têm a doença do tipo 2, mais comum em adultos acima de 40 anos. Este tipo da doença, desenvolvida devido a hábitos e problemas de saúde como a obesidade e o sedentarismo. Pessoas com a diabetes de tipo 2 produzem insulina em quantidades insuficientes ou o hormônio funciona de forma ineficiente.
A diabetes de tipo 2 pode ser evitada com a manutenção de um peso saudável e com o hábito de fazer exercícios regularmente. Para idosos, essas dicas também são eficientes para evitar o desenvolvimento da doença. Já que a diabetes tipo 2 é mais comum entre pessoas com mais de 45 anos, é recomendável que pessoas acima desta idade façam exames para detectar a doença em seu estágio inicial e possam ter uma vida saudável, tratando a falta de insulina.

PÂNCREAS ARTIFICIAL FUNCIONA EM 11 PACIENTES

Fonte: Hype Science

Testes em pacientes mostraram que o pâncreas artificial, que monitora os níveis de açúcar do sangue e libera insulina no organismo, fez com que o nível de açúcar em seus corpos ficasse normal por mais de 24 horas.

O sistema é formado por um monitor de glicose, duas bombas e um laptop e é feito para imitar da forma mais realista o corpo humano controlando tanto níveis altos de açúcar quanto níveis baixos.

Em testes anteriores de outros tipos de pâncreas artificial os pacientes acabavam com baixo nível de açúcar no sangue invariavelmente – estado conhecido como hipoglicemia. Adicionar pequenas doses de glucagon (um hormônio liberado pelo pâncreas para normalizar o açúcar do organismo) resolveu o problema dos cientistas e eles conseguiram criar esse sistema que é bem mais efetivo para pacientes de diabetes.

Todos os 11 adultos que participaram dos testes obtiveram bons resultados, não sofreram hipoglicemia e estavam sendo submetidos a uma dieta de carboidratos.
Os primeiros testes revelaram que os diabéticos processavam o açúcar muito mais devagar do que se achava, mas pequenos ajustes no computador resolveram o problema.

A pesquisa mostra que os cientistas estão definitivamente no caminho certo para criar um pâncreas artificial “autônomo”, que possa ser implantado no corpo de um paciente.